25 de ago de 2010

Eleições Lúdicas











Em tempos de eleição, estas esquinas apostam no prazer estético contra a empulhação e contra o tédio político. Aliás, como se nota por estas páginas, onde há arte não há tédio. Acredito piamente no aperfeiçoamento humano pela estética, que tem forte poder de influência positiva na ética (particular), que, por consequência, afeta também positivamente a política (coletivo). Há de se diminuir a importância política – já amordaçada pela economia globalizada, pelas grandes corporações – e criar um ambiente propício ao prazer estético. Nada como trocar os enfadonhos debates políticos por um bom Bergman, Kubrick, Win Wenders, Woody Allen. Nada como trocar o falatório político nas rádios por Mozart, Bach, Miles Davis, Coltrane. Trocar a perda de tempo com o noticiário político nos jornais impressos por qualquer estrofe de Drummond. Meu voto para presidente nas próximas eleições será em Machado de Assis, por julgar o mais capacitado para entender o homem urbano e ironizar a mediocridade. Para governador, recomendo Guimarães Rosa – tenho esse privilégio por ser mineiro -, um profundo conhecedor da alma humana e do sertão brasileiro, onde pisam os pés descalços dos excluídos. Acredito piamente também que os dois serão partidários do voto facultativo. Somente assim, abrirei uma fresta mínima no meu prazer estético para dar uma espiadela nessa tal de política. 

Um comentário:

  1. É mesmo. Apoiado!!!!
    E que venha o VOTO FACULTATIVO!!!!!!!!
    ;-) Paty.

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